Hoje recordei-me de ti,
e de como já passou mais de um ano...
e de como já passou mais de um ano...
De como as coisas eram simples e felizes connosco.
De repente olhei para cada canto da minha casa e reconheci-te neles,
em momentos só nossos,
que iremos lembrar para sempre.
em momentos só nossos,
que iremos lembrar para sempre.
E eu lembro-me,
como se tivessem a acontecer hoje,
e agora.
como se tivessem a acontecer hoje,
e agora.
Basta-me olhar para o Sofá da sala e ver-te lá sentado vidrado na televisão
enquanto te chamo porque te quero dizer alguma coisa,
e tu, tão concentrado, nem me ouves.
Apanhas-te os defeitos do teu pai,
e ao mesmo tempo que isso me irritava,
tinha a sua piada,
e eu surpreendia-me a cada dia contigo,
e com a forma como me fazias fugir de mim,
das minhas fraquezas.
enquanto te chamo porque te quero dizer alguma coisa,
e tu, tão concentrado, nem me ouves.
Apanhas-te os defeitos do teu pai,
e ao mesmo tempo que isso me irritava,
tinha a sua piada,
e eu surpreendia-me a cada dia contigo,
e com a forma como me fazias fugir de mim,
das minhas fraquezas.
Sabes que sempre tiveste vários defeitos,
mas esses teus defeitos nunca foram maiores que todo o amor que eu sentia por ti,
tu sabes-o.
mas esses teus defeitos nunca foram maiores que todo o amor que eu sentia por ti,
tu sabes-o.
Tenho tantas saudades tuas.
Tenho tantas saudades de sentir a tua mão entrelaçada na minha e de tão simplesmente adormecer contigo ao meu lado,
ver-te dormir,
ver como ficas com um ar ternurento com a cabeça encostada a uma das minhas,
nossas,
almofadas.
Lembro-me quando me levavas da sala para o quarto ao colo,
e me mandavas para cima da cama,
depois saltavas tu também para cima dela,
e começavas a rir-te, e eu ria também,
dois loucos varridos,
e eu amava quando tu me dizias: "chega mais para aqui amor",
e beijavas-me, e abraçavas-me com toda a força do mundo,
como se ele fosse acabar mesmo naquele instante,
o mundo,
como nós o conhecíamos,
juntos.
E acabou.
Mas apesar do nosso mundo, juntos,
ter acabado,
no meu coração continuaríamos juntos,
porque ainda te sinto tanto em mim,
embora eu não queira,
porque tu já à tanto tempo me esqueces-te,
e tu continuas injustamente aqui,
a correr por todas as veias do meu coração,
a fazer-me chorar de saudades.
Não há uma musica, um lugar, um filme, uma comida, uma bebida,
que não me façam lembrar de ti,
e que não me façam ter vontade de recuar no tempo,
para que não te tivesse perdido da forma que te perdi,
tão injusto,
para mim.
Só pergunto como podes-te esquecer-nos assim?
Quando eu tenho bilhetes teus onde escrevias: "Vou amar-te para sempre" ,
"Quero que o mundo todo saiba disso".
Como podes-te esquecer-nos assim?
Esquecer os nossos abraços, os nossos carinhos, os nossos segredos.
Eu amava-te tanto,
e era capaz de te perdoar ainda mais uma vez,
ou outra,
e outra.
Se seria estúpido e tolo fazê-lo?
Poderia ser, mas por amor, faz-se tudo, e eu faria, tudo por ti.
Ainda hoje, mesmo não sabendo nada de ti,
mesmo nunca mais te tendo visto,
mesmo sabendo que estás com ela,
essa ela que te arrancou de mim,
eu daria a minha vida por ti,
e não pensaria duas vezes.
Acho que vou sempre amar a ideia de querer dar-te tudo de mim.
Acho que vou sempre ver-te como um anjo na minha vida,
embora me tenhas levado contigo,
embora tenhas roubado e levado contigo a melhor parte de mim.
Acho que a culpa, foi das estrelas.
Andreia P.
Textos Soltos.