Venho partilhar convosco uma coisa da qual me tenho vindo a aperceber consoante vou olhando para a minha vida,
e consoante as situações que me vão aparecendo pela frente e que me fizeram assim observar estas incapacidades minhas.
Tenho um problema grave, aliás, alguns problemas; para além da fraca autoestima que tenho; que tem vindo a afetar aquilo que eu sou, como pessoa, e tem vindo a condicionar todos os passos que tento dar, que quero dar,
Tenho um problema grave, aliás, alguns problemas; para além da fraca autoestima que tenho; que tem vindo a afetar aquilo que eu sou, como pessoa, e tem vindo a condicionar todos os passos que tento dar, que quero dar,
mas que por algum motivo de força maior, não consigo dar, e sou puxada para trás.
Então é basicamente isto: Sofro de muito medo! Tenho medo de me arriscar,de me expor perante as pessoas, medo de pessoas, fico extremamente nervosa só de pensar em sair de casa, e portanto, qualquer coisa relacionada a novos trabalhos, novos conhecimentos, espaços com aglomerados de gente e uma possível sucção de novas experiências, deixam-me em pânico, e nervosa, sinto calafrios, tenho suores frios, e coisas difíceis de explicar, tremores no peito, etc.
Para além disto, e para ajudar, sofro de ansiedade, acordo triste, desanimada e desmotivada, sem vontade de fazer absolutamente nada, sem ser estar no computador, comer e ver televisão, algo que se assemelha a preguiça, mas que é um pouco diferente, e muitas pessoas como não percebem, gostam imenso de gozar com esta realidade, de a criticar, e pensar que isto é um mal fácil de curar porque não passam de tretas vindas da nossa própria cabeça, só que não é, e pouca gente consegue entender estes sentimentos, que podem sim, controlar toda uma vida e toda uma pessoa.
Ao longo destes anos fui descobrindo estas minhas incapacidades, só que nunca me quis expor, de modo a que não falo muito acerca disto nem nunca fui capaz de o explicar a ninguém, mesmo que já tivesse tentado, mas a vergonha também me impede de enfrentar estas minhas debilitações. A realidade é que o Medo, a ansiedade, o pânico, a insegurança e o sofrimento por antecipação fazem com que eu sofra muito e com que não seja capaz de arriscar nada sozinha. Isto não é fácil porque vejo a minha vida a ficar estagnada, e isso acontece porque eu me deixo acomodar, com medo das coisas, com medo de arriscar, de tentar, ficando apenas na minha "bolha";
Então é basicamente isto: Sofro de muito medo! Tenho medo de me arriscar,de me expor perante as pessoas, medo de pessoas, fico extremamente nervosa só de pensar em sair de casa, e portanto, qualquer coisa relacionada a novos trabalhos, novos conhecimentos, espaços com aglomerados de gente e uma possível sucção de novas experiências, deixam-me em pânico, e nervosa, sinto calafrios, tenho suores frios, e coisas difíceis de explicar, tremores no peito, etc.
Para além disto, e para ajudar, sofro de ansiedade, acordo triste, desanimada e desmotivada, sem vontade de fazer absolutamente nada, sem ser estar no computador, comer e ver televisão, algo que se assemelha a preguiça, mas que é um pouco diferente, e muitas pessoas como não percebem, gostam imenso de gozar com esta realidade, de a criticar, e pensar que isto é um mal fácil de curar porque não passam de tretas vindas da nossa própria cabeça, só que não é, e pouca gente consegue entender estes sentimentos, que podem sim, controlar toda uma vida e toda uma pessoa.
Ao longo destes anos fui descobrindo estas minhas incapacidades, só que nunca me quis expor, de modo a que não falo muito acerca disto nem nunca fui capaz de o explicar a ninguém, mesmo que já tivesse tentado, mas a vergonha também me impede de enfrentar estas minhas debilitações. A realidade é que o Medo, a ansiedade, o pânico, a insegurança e o sofrimento por antecipação fazem com que eu sofra muito e com que não seja capaz de arriscar nada sozinha. Isto não é fácil porque vejo a minha vida a ficar estagnada, e isso acontece porque eu me deixo acomodar, com medo das coisas, com medo de arriscar, de tentar, ficando apenas na minha "bolha";
na minha zona de conforto, porque não há nada que eu consiga fazer para mudar isto. Por isso é que passo maior parte do meu tempo em casa, sem sair,
tenho poucos amigos, também devido ao facto de reparar que hoje em dia os amigos só o são por conveniência e eu afasto-me de pessoas assim, o que me leva a não procurar muito as pessoas e sinto-me por apetrecho imensamente sozinha e um bocado perdida no mundo. Nunca fui miúda de sair para a noite, para discotecas, não bebo, não me meto na droga,
e também por isso estou um bocado deslocada desta sociedade podre em que estou a crescer. Para mim o que me importará um dia na vida é ter uma pessoa ao meu lado que me aceite como sou, construir uma vida a dois, e viver focada nisso, numa família que eu própria irei criar, e esse é o meu maior sonho, conseguir ter algum dia uma vida estável com alguém que não me julgue e que goste de mim com todos os meus grandes defeitos.
Não tenho grandes objetivos na vida, e isso é uma realidade triste para alguém que já teve tantos outrora, não tenho grandes motivos para ser feliz,
Não tenho grandes objetivos na vida, e isso é uma realidade triste para alguém que já teve tantos outrora, não tenho grandes motivos para ser feliz,
tudo o que eu mais amava tive que perder.
Não tive uma infância normal, sofro de alguma revolta também relativamente a isso, e então tudo isto com o passar do tempo fez com que me torna-se na pessoa que sou hoje,
com estes problemas chamados de "Psicológicos ou mentais".
Muitas pessoas olharão para este texto e dirão:
Muitas pessoas olharão para este texto e dirão:
"Esta é Maluca, tem que se ir tratar!" ,
porque é a forma abrupta que esta sociedade de merda tem de encarar as coisas,
ofendendo quem tem este tipo de problemas, mas só quem tem, só quem passa por isto, como eu passo diariamente, é que sabe o que magoa e o que dói,
o sentimento de querer Mudar, e de não conseguir porque algo nos puxa para trás,
algo nos diz "Fica quieto/a que é o melhor que fazes".
É uma incapacidade gigante que se sente, mesmo que sejamos capazes.
E é estranho, acabam por ser sentimentos estranhos que nos fazem questionar:
"Porque é que estou assim? Eu não tenho motivos para sentir-me assim".
Nós, os que sentimos estas condicionalidades, queremos mudar, e mesmo sabendo que "nada aparece com o cu alapado em casa" ,
não somos capazes de arriscar.
É fácil não é? Ler isto tudo e começar a Julgar.
É fácil quando a vida é um mar de rosas para uns, e uma tristeza para outros.
É fácil não é? Ler isto tudo e começar a Julgar.
É fácil quando a vida é um mar de rosas para uns, e uma tristeza para outros.
Nós , os que temos estes problemas, somos os "tristes" da sociedade, aqueles de quem os outros tem pena pelo tanto que perdem da vida.
E é triste, para nós, pessoas que sofrem de algum tipo de pânico, sermos motivo de pena. Revolta-nos que sintam pena de nós. Revolta-nos que não nos percebam.
Só quem tem estes problemas é que sabe do que isto se trata, da dor que é, da infelicidade a que estamos sujeitos.
Espero um dia ter a oportunidade certa para poder contrariar isto.
Espero poder um dia dizer : "Sim, estou feliz, e o que sentia antes, Já passou.
E é triste, para nós, pessoas que sofrem de algum tipo de pânico, sermos motivo de pena. Revolta-nos que sintam pena de nós. Revolta-nos que não nos percebam.
Só quem tem estes problemas é que sabe do que isto se trata, da dor que é, da infelicidade a que estamos sujeitos.
Espero um dia ter a oportunidade certa para poder contrariar isto.
Espero poder um dia dizer : "Sim, estou feliz, e o que sentia antes, Já passou.
Agora consigo viver livre de pânico e de ansiedades, felizmente!".