12 de mai. de 2015

Bati na porta errada!

"Bati na porta errada...
Bati na porta errada, e Ai... bolas!
Ai como me custa percebê-lo somente agora,
 já tão tardiamente!
Fui ingénua,
 talvez egoísta demais para perceber que te procurava a ti,
 e não procurava por mais ninguém, 
mas fui estupidamente bater naquela porta errada, 
tinha que ser,
 enquanto ao lado, 
havia uma janela à minha espera, de braços abertos,
 e pude vê-la fechar-se sem nada poder fazer. 
Porque é que eu não olhei mais atentamente para aquela janela?
 Porquê?!
Somente me vou perguntando, tão humanamente arrependida.
Não há remédio para o que ficou remediado, diz-se!
Raios partam esta mania de nunca saber distinguir o certo do errado logo assim, 
à primeira vista!
Porque raio temos que errar tanto até acertarmos nas coisas de uma vez?
 Porque é que desperdiçamos as coisas certas?
Oh que raio de vida a minha! 
Oh que raio de porta que bateu de caras comigo!"

Andreia P.
Textos Soltos.