"Bati na porta errada...
Bati na porta errada, e Ai... bolas!
Ai como me custa percebê-lo somente agora,
já tão tardiamente!
Fui ingénua,
talvez egoísta demais para perceber que te procurava a ti,
e não procurava por mais ninguém,
mas fui estupidamente bater naquela porta errada,
tinha que ser,
enquanto ao lado,
havia uma janela à minha espera, de braços abertos,
e pude vê-la fechar-se sem nada poder fazer.
Porque é que eu não olhei mais atentamente para aquela janela?
Porquê?!
Somente me vou perguntando, tão humanamente arrependida.
Não há remédio para o que ficou remediado, diz-se!
Raios partam esta mania de nunca saber distinguir o certo do errado logo assim,
à primeira vista!
Porque raio temos que errar tanto até acertarmos nas coisas de uma vez?
Porque é que desperdiçamos as coisas certas?
Oh que raio de vida a minha!
Oh que raio de porta que bateu de caras comigo!"
