1 de mai. de 2014

Eis eu aqui... Semi-nua!

Olá, sou eu, a maior idiota com quem já te cruzas-te na vida, aquela enorme parvalhona que passa a vida a agir sem raciocinar, que somente faz coisas quando na sua vida surgem picos de grande coragem, e que não reage para a vida por falta de vontade, e falta de motivação.
Sou a pessoa mais burra e estupida á fase da terra, e tu obviamente sabes disso, não sabes?
Não passo de uma besta, mais uma, que passou pela tua vida, e isto sem exageros, tu sabes.
Sou burra por olhar á minha volta e não dar valor ás coisas mais simples da vida, nem ás melhores pessoas, e por perder o meu tempo a vasculhar o lixo, quando já tinha encontrado um diamante e nem dei conta disso.
Tu?! és a minha maior fraqueza, domaste o meu coração machucado, e preencheste-o de uma forma tão simples. 
Passas-te de um 8 a um 80 com uma rapidez tão exagerada, com uma velocidade exurbitante, e eu nem sei como aconteceu, mas deixas-te uma marca tão grande e tão profunda em mim...
E agora olha para mim, aqui, sozinha, a sentir-me tão perdida e tão vazia; tão estupida; a tentar lutar por ti, sem encontrar qualquer solução para te ter de novo, aqui.
Sei o quanto sofres-te, tambem já sofri, sofremos os dois, nas mãos de quem não nos soube amar, e hoje, olha para nós, o que é que estamos a fazer?!
A afastarmo-nos assim? Tu afastas-me de ti, quando já preenches-te todo o meu coração, e isso chega a ser tão irracional.
Eu sei, o ser humano comete erros, erros sem sentido que por vezes podem deitar tudo a perder, erros inocentes, que não foram conscientes, nem pensados a prepósito.
E eu sei que errei, contigo, desta forma tão inconsciente, e que por culpa disso estou a milésimos de ficar sem ti, ou até talvez já tenha mesmo ficado, e tento não me interar disso, para não começar já a vacilar, embora já tenha algumas lagrimas a inundar-me o rosto e a rasgar-me a alma.
Sinto-me culpada, sinto que deveria ter percebido mais cedo a forma como irias reagir ao meu deslize inocente, e hoje, eu sei, aquilo que tu sentes, e percebo com pormenores que o que consegui foi somente perder-te e distanciar-te de mim.
Sei que, com isto, só posso finalizar a nossa história, agradecendo-te, pois fizeste-me saber gostar de alguem novamente e em tão pouco tempo, tão subtilmente, fizeste-me sentir outravez aquela vontade de falar com alguem todos os dias, as ditas borboletas no estômago, o friozinho no peito, os tremores, a preocupação a toda a hora, o nervosismo miudinho por estarmos perto de quem gostamos, aquela sensação estranha de querermos agradar em todos os aspectos a alguém, de alguém ser tão importante para nós que fica até acima de nós mesmos, de querermos estar todos os dias com alguém, de sentirmos saudades que nem nos cabem completamente no peito, e da distância nos destruir por dentro, e eu agradeço-te carinhosamente por tudo isso.
Não duvides, que não me chateia que tu me esqueças, não me chateia ter sido mais uma pessoa qualquer que ficou mais tempo que o combinado na tua vida, não me incomoda que me desprezes, apenas me entristece e me ultrapassa, este vazio que já começo a sentir. 
Gosto de ti, aprendi a amar cada detalhe teu que fui conhecendo e desvendando, e ainda tinha tanto para descobrir de ti. 
Gostava de por vezes poder voltar atráz no tempo, regressaria 3 anos, para não te ter perdido naquele dia, deixando-te e deixando-me a viver uma história com um final tão triste dai adiante.
Agora viemos tarde demais, e não resultou.
Vais ficar para sempre guardado na minha memória, não vou conseguir esquecer-te completamente, porque á tantas coisas que vão ser dificeis de apagar, e á tantas peças que vão ficar por encaixar, sobretudo na nossa amizade, tantas coisas que ficaram por viver.
Vou ter saudades tuas, mas vou seguir o meu caminho, para te deixar seguir o teu.
E que as lágrimas de hoje, sejam para nós, as vitórias de amanhã. 
Um beijo, e até sempre, Meu pandinha bébé.

Andreia P.