16 de jul. de 2014

Não te esqueças de mim... Embora já me tenhas esquecido!

"Amor, hoje chegas-te a casa mais tarde,
 estás tão calado,
 tão apagado. 
 Eu sinto algo diferente em ti,

 sinto uma derrota,
 um cansaço, 
 uma ou duas preocupações. 
 Estás tenso, mal encarado, esgotado. 
 A tua pele já não tem o mesmo calor, 
 o teu beijo já não tem o mesmo sabor,
 o teu toque já não tem a mesma delicadeza,
 o teu abraço está mais fraco que nunca.
 Sinto-te distante, longe, introvertido, contido.
 Antes nunca foras assim.
 O que te Preocupa?
 Podes contar-me.
 Prometo ser paciente, compreensiva, afável, e calma contigo.
 Mas conta-me o que apoquenta e atormenta o teu coração. 

 Eu estou aqui, eu estive sempre aqui,

 para te amar, para apoiar todas as tuas quedas, todos os teus fracassos,
 e para amparar-te no sofrimento, na dor, na angústia, nos maus momentos. 
 Conta-me, amor, o que te deixa tão infeliz,
 e eu ficarei aqui, a escutar-te, toda a noite.
 Mas fala baixinho, não deixes que mais ninguém te oiça, nem os passarinhos. 
 Este momento é só nosso.
 Desabafa baixinho, eu estou aqui para ficar, e vou ficar só mais esta noite, para te embalar,
 vou ficar assim, tão ligada a ti, aqui, no sofá. 
 Ficarei toda á noite á espera de te ouvir dizer, á espera que me contes,
 aquilo que eu já sei, amor. 
 Só não quero que mais ninguém te oiça a dizê-lo, seria tão cruel que o resto do mundo tambem soubesse,

 que matas-te o amor que tinhas por mim,
 e que eu já não pertenço ao teu futuro.
 Eu há algum tempo que o sei, porém, aqui fui ficando,

 e fico só mais esta noite, para te apaziguar e acalmar, para amanhã desfazer a tua inquietação.
 Boa Noite meu Amor.
 Não te esqueças de mim, 
 embora já me tenhas esquecido."





"Textos soltos"


Andreia P.