Ás vezes penso que a minha alma descolou do meu corpo...
Ou penso que por vezes eu poderia e gostaria de ser cega, surda e muda,
para não ter de sair tantas vezes magoada de histórias que,
parecendo contos de fadas determinantes,
me fazem lembrar o dia das bruxas mais horrendo e fracassado...
Sei que de alguma forma,
Se eu não ouvir, não falarei em vão,
se não conseguir ver, não me iludo,
e se não falar, não me influencio a dizer o que não quero,
ou a dizer o que quero, mas não posso ou não devo dizer..
Também gostaria que as minhas mãos por vezes paralisassem,
para que ficassem privadas de pegar num qualquer objecto que me leva-se a cair em tentação...
Numa tentação na qual não devo insistir,
e á qual tenho mesmo que resistir,
para que possa ver progressos...
Ou não!!
Porque normalmente se a montanha não vai a Maomé,
o mesmo não é capaz de se deslocar até ela...
São muitos trocadilhos para esconder o que neste momento me transtorna,
mas tenho uma cambada de nós no coração que me impossibilitam de soltar as palavras certas...
Até porque sinto uma certa confusão,
e uma certa intriga no meu coração...
Estou um tanto ou quanto espantada e magoada!
Ironias da vida.
Só sei que,
Pau que nasce torto,
jamais se endireita...
E mais,
não digo...
Por agora!
Pois o próprio tempo, falará por si!
