12 de set. de 2011

 
 
 
Tinha tanto para te dizer,
ainda tanto por fazer contigo,
tanto para te dar...
Meu Amor,
Afastaste-te de mim de uma maneira tão injusta,
mesmo eu jurando morrer a teus pés,
fingis-te não te importar...
Rendeste-te aos murmúrios de outras pessoas,
sem acreditares no sopro já fraco do meu coração.
Meu Único e grande Anjo,
que sempre te dei tudo e que sempre fiz tudo por ti,
Dizes tu agora que já nada te importa...
Tantos anos,
tanta dor,
tantos erros que eu perdoei, 
teus e meus,
e tu hoje,
não me sabes perdoar,
finges já nada te importar.
A tua vida já forma em ti um ciclo vicioso,
Arrancaram de ti os bons sentimentos,
deixaram em ti apenas uma réstia de Ódio...
Ódio que tu,
meu grande, grande amor,
Não deverias sentir,
não por mim,
que nada fiz para tão desagradável sentimento merecer.
E ao contrário,
culpas-me e dizes ter-te "apunhalado" pelas costas,
quando tu é que me rasgas-te a alma,
e não te importas...
Eu poderia esquecer tudo,
menos a consciência tranquila de que não fiz nada do que tu me acusas,
e o que é facto,
é que diga eu o que disser,
e tente o que tentar,
nada para ti irá importar.
Tu nunca vais ter Vida para mim,
meu pequeno Grande Anjo,
Que crias-te sobre mim uma nuvem escura,
de pranto e tanto sofrimento...
Ainda te amo,
e em silêncio,
dias e noites,
por baixo do meu sorriso fingido e esganiçado,
por baixo desta capa com que me cubro para ninguém perceber que me sinto perdida,
eu choro,
por ti.
Tu és como uma droga,
Preciso de ti em doses extremas,
E nem te posso ter em pequenas quantidades.
Só te queria perto de mim,
Só queria que me perdoasses do erro que sei não ter cometido.
O que mais me dói,
acima de ti,
é de ser acusada,
como quêm é acusado de um crime,
e está completamente inocente.
Mas fere ainda mais,
a tua constante indiferença á minha inocência.
Amo-te,
ferida e enxergada de lágrimas,
Amarte-ei, 
sempre.