25 de mai. de 2011

"Eu Quero Falar!" 
(Andreia Pinheiro)
"Ás vezes gostava de conseguir falar, mas a racionalidade das coisas está sempre a Tapar-me a Boca"
 - Ás vezes gostava de conseguir Falar,
Mas as pessoas chamar-me-iam "Louca".
A Racionalidade que dá Sentido á Vida,
Está sempre a Calar-me a Boca.
No desconforto em que eu Vivo,
e no Sufoco do meu Coração,
Já não encontro um Sentido,
Para não expressar a minha Emoção.
Na alma, as palavras são perpétuas,
Não desaparecem como por Magia,
Dóiem no corpo de quêm não Fala,
e quêm não ouve, pula de Alegria.
Numa cabeça que grita e se Perde,
na azafama do Dia-a-Dia,
Há alguêm que nunca se Esquece,
No meio de tanta Ironia,

Falar é um Acto, escrever é um Facto,
Nas palavras de uma pessoa, está um sentido Nato,
Nunca devemos calar uma Boca,
Quando ela diz o que está Certo,
mesmo que uma pessoa seja Louca,
O sentimento dela é Correcto!
De que vale no mundo o calar de uma voz,
Se toda a gente consegue Falar?
Para que é que nos iremos calar nós,
Se nunca a ninguêm se lhe importa Calar?
Eu quero FALAR, 
mas não me consigo Expressar.
Chamar-me-iam Louca!
Por isso eu falo, baixinho e com medo,
Mas falo comigo,
e Mantenho Segredo.




- Podem parecer ironias, mas este meu Poema, têm muito que se lhe diga... :)