15 de fev. de 2011

Estou a pensar em ti, 
a pensar e a sentir falta das tuas brincadeiras,
do teu sorriso,
A lembrar-me dos lugares onde te costumava encontrar,
das conversas que costumávamos ter,
dos sonhos e segredos que partilhávamos,
da cumplicidade em que vivíamos,
das frases que falávamos ao mesmo tempo,
das inúmeras horas que passávamos ao telemóvel,
Das vezes em que tanto rimos e choramos,
juntos,
Das horas que passava a contar-te piadas estúpidas,
Dos minutos que passava a discutir carinhosamente contigo..

Quantas vezes te esforças-te para viver a tua vida, 

mesmo no meio de tanta dor e de tanta angustia, 
e por vezes,
também de tanta loucura e de tanta infelicidade...
 E nem eu nem ninguém deu conta disso, 

do teu esforço e dedicação!
Ninguém se apercebeu que estavas triste ou alegre demais,
e que a tua tristeza e alegria se foram tornando numa doença para ti.
 
O teu corpo começou a ficar gelado,
e a tua voz trémula,
Até que a tua alma voou do teu corpo,
E os passarinhos te levaram para longe de mim...

A tua doença era falta de amor,
e por falta de amor,
O vento te levou para longe de mim...
E eu sei que a culpa foi minha,
Não estive contigo tempo suficiente...
O tempo que podia ter estado,
Não te dei o que tu querias...
O que te podia ter dado!

Passei muito tempo só a achar motivos para insultar-te,
a exigir de ti qualidades que eu nunca tive,
nem nunca irei ter!
Queria tornar-te perfeito,
e ao querer tanto e ver tão pouco,
Fiz-te desaparecer!
Desaparecer da minha vida,
Deixando-te voar para longe dos meus olhos, mas nunca do meu coração!

Agora, 
só queria que pudesses voltar, 
Porque a tua falta cria em mim um vazio,
e este vazio nunca vai ser preenchido senão por ti!
Tenho saudades tuas,
e a saudade remete-me a ouvir as tuas musicas,
a cheirar as tuas roupas,
a dormir com a tua fotografia debaixo da almofada!

Remete-me levar para longe o meu pensamento,
e a não pensar em mais nada senão em ti!

Quem me dera que nunca tivesses que ter partido,
ou que a tua partida fosse temporária...
Mas eu sei que foste, e foste para sempre,
sem dar noticias sequer do teu paradeiro...
Uma morada,
um numero de telefone, 
nada restou de ti...
Só as minhas memórias, 
as músicas que nunca se esquecem e alguns objectos teus...
Volto a pedir-te...
Ou a pedir ao vento,
que te possa,
um dia,
trazer de volta para os meus braços..

Ou pelo menos,
que o vento, 
um dia,
me leve de volta a ti!