31 de dez. de 2010

Hoje, 
e porque não é só hoje,
as 4 paredes da minha casa São o meu total refúgio,
Sinto-me a derreter, 
Sinto-me doente.
Não está calor,
simplesmente está frio, 
mas a minha vontade está para além do considerado vulgar ou natural.
Por vezes não é possível considerar o improvável, 
provável,
e é improvável que aquilo que acho provável se torne assim,
inconscientemente Possível!
É inocentemente provável esta tristeza que por vezes sinto cá dentro
e é indeterminadamente improvável que o sonho que transporto todos os dias,
no meu Coração,
se torne Realidade.
O gosto que tenho de tudo desgosta-me, 
e eu sinto o desgosto que paira sobre o mundo que se encontra lá fora!
Sinto um enorme desconforto ,
sinto-me insegura...
A insegurança simplesmente Aparece no momento em que não a queremos,
e desaparece no momento em que se torna indispensável.
Será Por gosto que ela se vai?
Quando será que ela volta?
Quero o meu sorriso de volta, 
e que regresse com tudo o que me faz falta!
quero ser cúmplice da cumplicidade do mundo,
quero ser diferente da indiferença que paira sobre a vida,
sobre a tua vida,
sobre a vossa vida!
Sou verbalmente ideológica, 
quero comprometer-me aos meus ideais!
Sentes a nostalgia?
Eu sinto-a,
só queria poder tocar-lhe, 
trespassar o meu coração com a sua naturalidade e encontrar-me com ela em todos os segundos em que me sinta VIVA!
Escrevo ao Som de Musicas que me dão tranquilidade ,
e é por esta tranquilidade que consigo ter relevância na minha escrita, 
que consigo ser superior em palavras,
e inferior em actos que me tornam irredutível!
Serão estas palavras de Loucura, 
farão sentido?
Poderão não fazer sentido para ti,
para ti ou para ti, 
mas para mim, 
O significado é perfeitamente idolatrizado.
Mas eu sei que por vezes não faço sentido,
nem eu acho um sentido!
Sou livre de me expressar e expresso-me apenas por emoção!
Emociono-me com as minhas palavras, 
com o que por vezes o meu coração quer suavizar,
Coisas que são tragicamente incuráveis ou nunca ultrapassáveis.
Sei que um dia o que hoje é util será inútil,
o que hoje é cego um dia verá, 
e se esta sequenciação se tornar verdadeira, 
então este texto não terá nenhum sentido.
Só um sábio, com o mesmo poder que eu, 
considerará este meu eterno sentimento poderoso para ser escrito, 
circunscrito, 
transcrito,
reescrito...
Porque foi escrito com sentimento num momento em que algo me incumbira de o fazer.
O meu coração pede e a alma reclama,
mas que posso eu fazer se não escrever?
Escreverei palavras até morrer!
Sou o que sinto, 
Sinto o que sou, 
e por isso transmito tudo aquilo que decifro, 
tudo aquilo que preciso para assim me sentir arrevesadamente feliz!
São Palavras minhas, 
guiadas pelo infinito do meu ser.
Obrigada a quem as conseguir entender.